E depois perdem-se as pessoas.
As coisas que acontecem poucas vezes mas que, simplesmente, nos ficam na memória deveriam ser repetidas constantemente.
Um dos melhores momentos que passei e que tive em Coimbra foi quando cerca de 5 pessoas se foram juntando à farra e deixaram que o tempo tomasse conta da noite e da madrugada. Foram cerca de 4 saídas maravilhosas mas incrivelmente memoráveis.
Depois uma das protagonistas emigrou para o Brasil (se ela não tivesse ido, com toda a certeza este blog não existiria [ela foi uma das razões o resto foram vocês] e eu de certeza não teria feito tanta cadeira como fiz.) e param as saídas com os 5.
Ela voltou, está de férias.
Ontem houve a notícia de que essas noites se repetiriam ("yuipi!") com todos os seus protagonistas.
Hoje um deles deixa-nos para sempre.
São simplesmente merdas que abalam uma pessoa.
Não consigo chorar mas o meu coração pica. Não porque perdi uma noite fantástica com todos os seus actores principais. Mas sim porque se tornou mais difícil de construir o caminho para filmes maravilhosos.
Ah, merda!
Eu queria um novo recomeço. AQUELA saída iria ser um reestruturar laços e iria servir para reconstruir pontes abandonadas.
TU adiantas-te esse reencontro.Para amanhã.
MERDA para ti que me deixas-te sozinha no trabalho de topografia sem teres, na verdade, culpa disso. MERDA para essa porra desse suposto torçolho que escondia a verdadeira escuridão. MERDA. Adiantas-te o reencontro. Não era suposto ser assim e desta maneira. Não era suposto ser rápido. As notícias más é que são rápidas.
MERDA. Vamos sentir a tua falta..
Ah gaita!
Amanhã visto-me de preto.O amanhã é negro.
***
Depois da bofetada de Ano Novo, só queria um recomeço.E estava a tê-lo. Eu nasci mesmo de novo, para certas coisas. Limparam-se-me os olhos.
Chega.
Isto estava a mudar e a caminhar num rumo certo..
Simplesmente estava a acordar e a começar a encontrar o meu caminho novo.. depois de ter andado uns 7 dias nos AA...
Bolas.Como tudo muda num instante. (o jornal i afinal tem razão!)
E só para que fique escrito aqui.
Eu não tenho escrito sobre mim. Tenho desviado as atenções do que sinto noutros assuntos. Simplesmente reparo, agora, que é mais difícil de recuperar dessas más disposições. Por isso, espera-se esta remetente muito mais verdadeira.
Porque, afinal, este blog é meu, e só o lê quem quer.
E eu quero escrevê-lo mesmo que não o escreva bem e que vocês não o percebam.
Começo neste instante a perceber que, se calhar, este blog é para me perceber a mim.
Hoje esta carta destina-se primeiramente ao mais sábio dos Sábios: a ti, Tiago Sábio.
E só aos locais e aventuras que só nós sabemos e conhecemos.
Este e mais correios vindos verdadeiramente de mim, só aqui, no Correio do Coimbra.

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